à flor da pele…

Novembro 13, 2007

o poliamor

Arquivado em: relacionamento — aflordapele @ 5:01 pm
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Nadia Baptista

a revista galileu trouxe como matéria de capa na sua edição do mês passado uma discussão sobre a poligamia. a reportagem, de fernanda colavitti, aborda questões polêmicas, entre elas o poliamor. o termo é uma tradução livre para a língua portuguesa do neologismo inglês “polyamory”, e descreve relações amorosas que recusam a monogamia como princípio ou necessidade.

o movimento existe há cerca de 20 anos, e no Brasil tem até uma comunidade no orkut, com mais de 800 participantes. existem também sites, como o www.polyamory.com e www.polyamory.org, que oferecem dicas para os poliamantes.

mas, o que o poliamor tem de diferente das relações mais flexíveis, como o casamento aberto, por exemplo?! nesses tipos de relações, o prazer sexual é o principal objetivo, enquanto nos relacionamentos poliamoristas o foco é o envolvimento emocional. uma pessoa pode amar o seu parceiro fixo, mas pode amar também as pessoas com quem tem relacionamentos extraconjugais. isso mesmo, aS pessoaS! existem casos de relações poliamoristas no qual dois casais estão envolvidos, e há sentimento de amor recíproco entre todos, que além de estarem a par da situação, se sentem à vontade com ela.

alguns estudiosos, como a psicanalista e sexóloga Regina Navarro, defendem que o individualismo típico do século 21 será a causa do fim do amor romântico (aquele em que há a idéia de exclusividade, da alma gêmea, …). para muitos, isso pode ser sim uma tendência, dadas muitas atitudes extremamente liberais que fazem parte do comportamento típico do nosso século.

entretanto, por mais que estudos revelem que apenas uma minoria das sociedades são monogâmicas, fica difícil, para uma pessoa criada com valores tradicionais da lógica cristã, aceitar essa troca de parceiros como algo normal. o “oba-oba” já está aí faz muito tempo, mesmo que às escondidas (e nem tão escondidas assim né! quem já viu um filme pornô deve saber do que estou falando). mas tomar como algo natural a idéia de se amar (e manter relacionamentos com) várias pessoas ao mesmo tempo é algo difícil de compreender.

cada um tem a liberdade para fazer o que quiser! mas eu, continuo com o meu típico amor bem-mais-que-romântico.. e pra quem quer ser adepto dessas novas formas de amar.. welcome to the age of love!

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