à flor da pele…

Novembro 5, 2007

um dia com uma profissional – parte II

Arquivado em: Sem-categoria — aflordapele @ 5:44 pm
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 Nadia Baptista

a experiência relatada no outro post nos revela somente uma das faces da prostituição no brasil. as garotas de programa que trabalham em casas, com cafetões, de maneira mais discreta.

alice, a personagem principal, tem segundo grau completo, “não usa drogas”, e conhece meios de se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis. ela também nunca sofreu nenhuma agressão. ao que parece, ela ainda vive a parte “boa” da profissão.

é nos calçadões, e em postos na beira das estradas que talvez a realidade seja dura para essas mulheres. sem nenhum tipo de proteção, muitas delas não têm conhecimento suficiente para cuidar de si, sofrem maus tratos, estão infectadas por DST’s…

e se nem as mais bem-informadas concordam com a profissionalização, quem dirá essas outras mulheres, cuja maior preocupação é sobreviver.

nessa história toda, muita coisa tem que mudar, e com certeza muita coisa vai continuar como está…

Outubro 2, 2007

na zona!

Arquivado em: Prostituição — aflordapele @ 11:17 pm
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Nadia Baptista 

 

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está no ar desde o ano passado a Rádio Zona, uma iniciativa da Aprosba (Associação das Prostitutas da Bahia), que contou com o apoio do Ministério da Cultura para a sua implantação. foram repassados R$ 180 mil para a criação da rádio, investidos na compra de equipamentos e na contratação de pessoal. ao contrário do que muitos podem pensar, a equipe da rádio não é formada somente pelas profissionais do sexo, mas também por profissionais da área da comunicação.

a programação, que não faz apologia à prostituição, se destina à conscientização e à educação cidadã das prostitutas de Salvador. entretanto, segundo afirmou em 2006 o coordenador da emissora, “A rádio terá programas sobre prostituição, mas pretende promover debates sobre direitos humanos, questões raciais e sociais, tendo como público-alvo inicial as prostitutas e as pessoas marginalizadas da cidade”.  entre os temas destinados às prostitutas em específico, estão o abuso sexual e o abuso de autoridade.

a autorização concedida pelo Ministério da Cultura foi polêmica na época. entretanto, como afirmou Fátima Medeiros, diretora da Aprosba, “Se os políticos têm rádio, porque as prostitutas não podem ter?”.

 

 

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