Nadia Baptista
a experiência relatada no outro post nos revela somente uma das faces da prostituição no brasil. as garotas de programa que trabalham em casas, com cafetões, de maneira mais discreta.
alice, a personagem principal, tem segundo grau completo, “não usa drogas”, e conhece meios de se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis. ela também nunca sofreu nenhuma agressão. ao que parece, ela ainda vive a parte “boa” da profissão.
é nos calçadões, e em postos na beira das estradas que talvez a realidade seja dura para essas mulheres. sem nenhum tipo de proteção, muitas delas não têm conhecimento suficiente para cuidar de si, sofrem maus tratos, estão infectadas por DST’s…
e se nem as mais bem-informadas concordam com a profissionalização, quem dirá essas outras mulheres, cuja maior preocupação é sobreviver.
nessa história toda, muita coisa tem que mudar, e com certeza muita coisa vai continuar como está…